O Preço da Excelência: Como apoiar jovens sob alta pressão acadêmica sem comprometer a saúde mental
- Dra. Niedja Mendonça

- 2 de jan.
- 2 min de leitura
Em cidades com polos educacionais tão fortes como João Pessoa, a busca pela aprovação em cursos concorridos e o ingresso em universidades de elite são metas presentes em quase todos os lares de classe média e alta. No entanto, uma pergunta torna-se cada vez mais urgente nos consultórios: qual é o limite entre o incentivo à excelência e o esgotamento emocional dos nossos jovens?

O Cérebro sob Pressão: A Biologia da Ansiedade
Do ponto de vista da Neuropsicanálise, o aprendizado depende de um ambiente emocional minimamente estável. Quando o jovem é submetido a uma pressão constante por resultados — seja vinda da escola, da família ou de si mesmo — o cérebro ativa o sistema de resposta ao estresse (eixo HPA).
O excesso de cortisol, o hormônio do estresse, "sequestra" a atenção do córtex pré-frontal, a área responsável pelo raciocínio lógico e pela memória de longo prazo. Em termos simples: um aluno excessivamente ansioso não consegue acessar o conteúdo que estudou. O famoso "branco" na hora da prova não é falta de conhecimento, mas um bloqueio biológico de proteção.
Sinais de que o Limite foi Ultrapassado
Pais e educadores devem estar atentos a sinais sutis que indicam que a resiliência do jovem está chegando ao fim:
Alterações no sono: Dificuldade para dormir ou cansaço excessivo mesmo após horas de sono.
Irritabilidade e Isolamento: Mudanças bruscas de humor ou o abandono de atividades que antes traziam prazer.
Sintomas Físicos: Dores de cabeça frequentes, gastrite nervosa ou tensões musculares sem causa aparente.
A Abordagem de Harvard e a Construção da Resiliência
Em meus estudos e práticas baseados na metodologia HarvardX, compreendemos que a resiliência não é algo com que se nasce, mas algo que se constrói. Apoiar um jovem em ano de vestibular não significa "cobrar menos", mas sim oferecer as ferramentas de regulação emocional necessárias para que ele lide com a pressão.
A resiliência escolar nasce do equilíbrio. O jovem precisa de:
Pausas Estratégicas: O cérebro precisa de ócio para consolidar a memória.
Segurança Psicológica: Saber que seu valor como filho não está atrelado apenas à sua nota.
Suporte Especializado: Identificar quando a ansiedade escolar precisa de uma intervenção clínica para não se tornar um transtorno crônico.
Conclusão
A excelência acadêmica é um objetivo louvável, mas ela nunca deve custar a saúde mental. Como neuropsicanalista, meu papel é ajudar esses jovens a reequilibrarem seus sistemas emocionais, transformando a ansiedade paralisante em motivação funcional.
Se o seu filho está enfrentando os desafios de um ano letivo de alta pressão, o acompanhamento especializado pode ser o diferencial não apenas para a aprovação, mas para uma vida adulta saudável e resiliente.
Sobre a Autora: Dra. Niedja Mendonça é Psicanalista Clínica e Neuropsicanalista com formação pela UFPB, Unyleya e aperfeiçoamento em Neurociência das Emoções pela Harvard Online. É especialista em saúde mental, desenvolvimento de resiliência e suporte à alta performance humana. Com 8 anos de experiência, ajuda também pessoas e casais a superarem crises de relacionamento e resgatarem sua saúde emocional.
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