Construção da Resiliência Escolar sob a Ótica da Neuropsicanálise
- Dra. Niedja Mendonça

- 1 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: 2 de jan.
O ambiente escolar mudou drasticamente nos últimos anos. A pressão por alta performance acadêmica, somada à hiperconectividade e aos desafios socioemocionais, tem colocado nossos jovens diante de um nível de estresse sem precedentes. Nesse cenário, a pergunta que pais e educadores mais fazem é: como preparar nossos filhos para não apenas sobreviverem, mas prosperarem diante das adversidades?

A resposta reside na Resiliência Escolar, um conceito que vai muito além da simples "capacidade de resistir".
O Cérebro em Desenvolvimento e a Pressão Acadêmica
Sob o olhar da Neuropsicanálise, entendemos que o cérebro do adolescente — especialmente o córtex pré-frontal, responsável pelas funções executivas e regulação emocional — ainda está em plena maturação. Quando um jovem enfrenta uma carga de cobrança (seja do vestibular no GGE ou da adaptação bilingue na Maple Bear) sem as ferramentas emocionais adequadas, o sistema de resposta ao estresse pode entrar em colapso.
A resiliência não é um traço inato; ela é uma habilidade neurobiológica e psíquica que pode ser desenvolvida.
Os Três Pilares da Resiliência no Ambiente Escolar
Regulação Emocional: Ensinar o jovem a identificar seus estados de ansiedade antes que eles se tornem paralisantes. A neurociência nos mostra que nomear a emoção ajuda a reduzir a ativação da amígdala (o centro do medo no cérebro).
Segurança Psicológica: O erro deve ser visto como parte do processo de aprendizagem, não como uma falha de caráter. Escolas que promovem um ambiente de acolhimento reduzem o cortisol dos alunos, permitindo que a neuroplasticidade aconteça de forma eficiente.
Vínculo e Suporte: A resiliência floresce quando o jovem sente que tem uma rede de apoio integrada entre família, escola e profissionais de saúde.
O Papel da Família e da Escola
Fortalecer a resiliência não significa remover os obstáculos do caminho do aluno, mas sim fortalecer os recursos internos do aluno para que ele saiba navegar por eles. Isso exige uma escuta ativa e uma orientação parental que compreenda os limites biológicos e emocionais de cada fase do desenvolvimento.
Investir na saúde mental escolar não é apenas prevenir doenças; é garantir que a inteligência cognitiva seja potencializada pela estabilidade emocional.
Sobre a Autora: Dra. Niedja Mendonça é Psicanalista Clínica e Neuropsicanalista com formação pela UFPB, Unyleya e aperfeiçoamento em Neurociência das Emoções pela Harvard Online. É especialista em saúde mental, desenvolvimento de resiliência e suporte à alta performance humana. Com 8 anos de experiência, ajuda também pessoas e casais a superarem crises de relacionamento e resgatarem sua saúde emocional.
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